Crítica - Hawkeye

24/12/2021

A quinta e última série da Marvel no Disney+ em 2021 está encerrada. Hawkeye (Gavião-Arqueiro) aprofunda a história de um dos Vingadores originais, o Gavião-Arqueiro (Jeremy Renner), e apresenta a sua possível substituta no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Com um clima leve e uma trama divertida, a produção é a mais regular do Disney+ até o momento.

O Clint Barton de Renner sempre teve pouco espaço nas telonas, sendo o coadjuvante do coadjuvante entre os Vingadores. Sendo alvo de piadas, pela sua "humanidade" entre tantos Deuses, porém, nos minutos onde ganhava destaque o personagem parecia ter boas histórias para contar. Em Hawkeye, vemos um aprofundamento do protagonista, que precisa equilibrar seus dramas com sua vida familiar e ainda destruir os rastros de seu período como Ronin - durante os cinco anos após o estalo de Thanos. A produção acerta no tom do personagem, que mantém um aspecto carrancudo, sisudo, mas de coração puro e que é ligado à sua família - e, posteriormente, em Kate Bishop.

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Por falar em Kate Bishop (Hailee Steinfield), a personagem rouba a cena. Com um humor fácil e um carisma natural, Steinfield entrega uma atuação apaixonante. Desde a primeira até a última cena, o espectador fica pedindo mais, deixando a expectativa de ser aproveitada em outros projetos da Marvel. Inclusive, Bishop e Barton rendem interações incríveis, em uma relação de pai e filha - ou mestre e pupilo - a dupla entrega os melhores momentos da série. Já que o assunto é entrosamento e gostinho de "quero mais", as cenas entre Bishop e Yelena (Florence Pugh) são ouro, é necessário, para ontem, a repetição das duas em tela.

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Hawkeye não busca reinventar absolutamente nada. Pelo contrário, a produção é pé no chão em todos os seus minutos. É a Fórmula Marvel em sua melhor definição. E não tem problema, com essa decisão acaba por contar uma história bem fechada e que sabe os objetivos para o qual busca. A ideia é contar a passagem de bastão de Barton para Bishop, enquanto aprofunda o Gavião-Arqueiro e apresenta a nova dona do manto, e isto a série entrega com maestria.

Algo que muitos podem criticar, mas para mim foi uma escolha assertiva, é o clima leve da produção. Não temos grandes consequências na trama, o enredo é básico, os vilões são mal desenvolvidos - principalmente a participação especial no último episódio - e o perigo parece ser irrelevante. Para a ideia prometida desde o primeiro episódio, a série entrega. Além de se passar no Natal, Hawkeye aposta também no ambiente prometido para essa época do ano.

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Outro bom acerto é o fato de brincar consigo mesmo. Hawkeye sabe que o protagonista não é um ser superpoderoso e brinca com frequência em relação a isso, tanto na ação quanto nas interações com os civis. O Clint Barton está ainda mais humanizado, mostrando uma outra face do que vimos nos explosivos Vingadores. Algo que o filme da Viúva Negra não optou por fazer e acabou perdendo uma enorme oportunidade.

Hawkeye é uma série divertida, leve e carismática. Não é a melhor da Marvel e nem vai revolucionar nenhum universo, porém, entrega o que promete. Da forma que abri esse texto, é a mais regular entre todos os lançamentos do Disney+. 

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