Crítica - Rebelde (Netflix)

08/01/2022

Por: Juliene Pereira

Estreou na Netflix, no dia 5, a primeira temporada do reboot da novela que marcou épocas. Rebelde esteve presente durante a infância e adolescência de diversos jovens, tal que transcendeu para diversas gerações - como eu, que assisti na sua segunda passagem pelo SBT e logo virei fã. Quando a Netflix anunciou que estava trabalhando em uma nova versão para sua plataforma de streaming ouve um surto e ansiedade entre os fãs, mas, quando foram sendo lançados os teasers ocorreu uma onda de críticas bem forte.

Eu que vos falo, também critiquei, os teasers davam uma sensação que a novela iria se tornar uma cópia de Elite - outra produção de sucesso adolescente na gigante do Tudum -, ou de qualquer série adolescente que já tem sua formula pronta. No entanto, a nova Rebelde segue caminhos extremamente parecidos com a novela dos anos 2000, que muitas vezes sofre por falta de originalidade, o que não incomoda nem atrapalha o enredo, já que ela é produzida para os fãs da produção mexicana assistirem.

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Seguindo essa linha de raciocínio, a produção possui músicas originais, contudo, abusa das músicas icônicas de RBD - como Salvamé, Y Soy Rebelde, Solo Quédate Silencio entre outras -, apenas incorporando ritmos diferente, nos levando a momentos nostálgicos. Além citações a banda e aos antigos personagens.

Entrando no assunto dos personagens, apesar de existirem diversas diferenças entre eles, nota-se que há uma busca por deixarem mais parecidos com Mia (Anahí), Diego (Christopher Von Uckermann), Roberta (Dulce Maria), Miguel (Alfonso Herrera), Giovanni (Christian Chávez) e Lupita (Maite Perroni), o que dá a entender que é mais um remake que um reboot. Além disso, a falta de carisma de alguns personagens incomoda bastante. Importante ressaltar a atuação da brasileira Gigi Grigio (Emília), que dá um show de atuação para nós.

O principal ponto de acerto é manter a gente no mesmo universo, mas com algumas diferenças que condizem com a atualidade, o que melhora e muito a narrativa. Também temos a aparição de Celina (Estefanía Villarreal) e Pilar (Karla Cossío) que estavam na primeira versão e que reaparecem na produção atual.

Minha crítica fica por conta dos poucos episódios, o que nos leva a ter a sensação de que tudo está acontecendo muito rápido e que os personagens são 'emocionados'. Em apenas oito episódios é muito difícil do telespectador criar qualquer ligação com os personagens - ainda mais que tem pouco carisma -, além de pouco aprofundamento destes e cortes secos em algumas cenas.

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