Crítica - Fuja

Por: Juliene Pereira
Interpretado pela reconhecida Sarah Paulson e por Kiera Allen, o filme Fuja, lançado no início do mês de abril, se tornou rapidamente um dos queridinhos do público. O terror psicológico aborda a vida de Diana (Sarah), uma mãe solo que reserva todo seu tempo a cuidar de Chloe (Kiera), que sofre de diversas doenças, incluindo paralisia. Assim, a jovem tem uma criação totalmente privada da vida normal, sem contato com o mundo fora de sua casa. Prestes a mudar o rumo de sua vida, indo para a faculdade, Chloe começa a observar comportamentos estranhos em Diana, que a deixa intrigada e com desejo de saber mais.
O longa que não foge do convencional consegue entregar o básico para que o público não desgrude da tela, trazendo um enredo de suspense que leva o espectador a roer as unhas de raiva e nervosismo pela personagem. Mesmo com a trama genérica já produzida em outros filmes e até mesmo séries, como The Act, o filme aborda de uma maneira diferenciada que atinge de forma certeira o que quer entregar.
Interessante ressaltar que as descobertas do público vão sendo feitas junto com Chloe, conseguindo deixar uma curiosidade instaurada em quem está assistindo, fazendo-nos pedir mais para conseguirmos entender o que Diana esconde. Muitos desses acertos do filme passam pelas atuações de qualidade, Sarah Paulson - conhecida por American Horror Story e Ratched - volta a brilhar e abrilhanta o filme também. Mas, o ponto mais impressionante é Kiera Allen, atriz que é cadeirante na vida real, está apenas começando no cinema e já demonstra todo o seu potencial, com cenas que são de aplaudir de pé a atuação.
O único ponto que a direção de Aneesh Chaganty erra é o final, este que é estendido de mais e não oferece aquilo que todos esperavam, caindo no simples sem ter algo marcante, mas que não tira toda a qualidade que Fuja conseguiu criar ao longo de sua duração.
Fuja é original Netflix e está disponível na plataforma de streaming.
